sábado, 27 de dezembro de 2014

O Hobbit (a trilogia).


"Você me seguiria uma ultima vez?" Chegou a vez de explanar minha opinião sobre a trilogia "O Hobbit" dirigida pelo premiado roteirista, cineasta e produtor de filmes Peter Jackson, diretor também da trilogia "O Senhor dos Anéis" (ambas obras escritas por J.R.R. Tolkien), antes de mais nada gostaria de deixar bem claro que sou fã do legado de Tolkien, tanto suas obras quanto a maioria dos frutos que delas vieram, mas a minha visão não é feita apenas como fã, mas como possíveis visões leigas, comerciais e crítica, sem contar que podem rolas alguns spoliers. Por tanto se você é fã ortodoxo e radical, ou ainda não viu os filmes da obra sugiro que pare aqui...

"O Hobbit, Uma Jornada Inesperada."

O primeiro filme da trilogia acredito ser aquele que mais conseguiu agradar tanto a fãs radicais quanto a novos espectadores. O motivo? Simples, trata-se de uma representação fiel da parte menos monótona do livro, seu inicio. Não me entendam errado adoro o livro, mas todos os leitores de Tolkien sabem o quão detalhista e cansativa consegue ser sua narrativa, fato que realmente ajuda a quem quer se imaginar e se ambientar ao enredo, mas que torna sua leitura desnecessariamente cansativa e, não sei você, mas não acredito que encerramentos emocionantes sejam o forte dele. (Voltando) Em "Uma Jornada Inesperada" somos apresentados logo de cara a oque é ser um Hobbit e suas implicações, ainda é possível ver Gandalf, o cinzento, e seu chapéu pontudo, fator que também deve ter sido encantador aos fãs de "O Senhor dos Anéis", alem da magnifica cena do ataque de Smaug nos reinos de Erebor e de Valle.

O enredo, dessa trilogia, gira em torno de Bilbo Bolseiro, um Hobbit do condado, que é indicado e instigado por Gandalf, o cinzento, a entrar na companhia de Thorin, Escudo de Carvalho, na sua busca para retomar seu trono sub a Montanha Solitária, o Reino Anão de Erebor, que foi usurpado pelo mal alado, o dragão Smaug. Sua jornada passará por terras selvagens e traiçoeiras habitadas por terríveis criaturas da Terra-Média, inclusive aquela nomeada Golum e "seu precioso" anel, incluindo ainda a primeira, significativa, adaptação do diretor, Azog, o profano (também chamado de "Orc Pálido" em alguns momentos, provavelmente essa distinção de cor que ocorre nos filmes é mais para diferenciar Orcs de alto escalão hierárquico de Orcs comuns, Azog não é o único Orc branco no filme e ele é apenas citado no livro, não aparece fisicamente) como principal vilão, ate o momento.

Comparativo Livro-Filme: O filme possui muito mais cenas de ação e humor, comete algumas gafes (que na verdade acredito terem sido adaptações) em caracterização dos personagens e não tem, nem de longe, o tom mais inocente e infantil predominante nos primeiros capítulos do livro, porem capta uma impressionante gama de informações e texturas sobre o mundo de Tolkien e dá linda forma visual a elas, mais uma vez a fotografia se faz de maneira impecável. A trilha sonora é um espetáculo a parte, conseguindo inclusive incorporar na trama canções do livro (feito não alcançado na trilogia do anel) e os já tradicionais efeitos especiais continuam bem feitos (confesso precisar re-ler, mas acredito que esses sejam os principais pontos a serem comentados dessa parte).

Pontos negativos: A tentativa exagerada em instigar a rivalidade entre anões e elfos a todo momento termina dando aos elfos um certo status de vilões e a colocação desses 13 anões como hiper-guerreiros, é bem exagerada.


"O Hobbit, a Desolação de Smaug"

O segundo capítulo dessa saga começa com um flashback na (já conhecida) taverna do Pônei Saltitante, sim a mesma onde muito tempo depois Passolargo encontraria Frodo, Sam, Marry e Pippin, onde (numa noite de chuva) Gandalf convence Thorin a recuperar o seu trono sub a montanha, porem para tanto Thorin alega necessitar da Pedra Arken (essa parte da necessidade da pedra foi uma adaptação, que sinceramente julguei não necessária, mas faz sentido partindo do ponto que a pedra ganha notória importância no decorrer do enredo e também tendo em vista que se não fosse para recupera-la Bilbo não entraria na história).

Essa segunda parte da saga começa a dividir e trazer questionamentos aos fãs xiitas da obra a começar pela tão esperada e, para alguns, insatisfatória aparição de Beorn, o troca-peles, um personagem muito querido pelos fãs, mas com uma passagem rápida pelo enredo dessa adaptação. Encaremos os fatos, sim sua história é marcante, sim ele é um personagem ótimo, mas não ele não é estupida e irrestritamente mais relevante ao enredo da história do que o mencionado no filme. A voz trovejante de Benedict Cumberbatch deu a Smaug uma enorme vivacidade e o deixou realmente aterrorizante, como ele merecia.

Alem disso o diretor inseriu dois elementos que fizeram os mais fiéis as letras de Tolkien tremerem nas poltronas de cinema ao deixar dois elementos elficos inexistente no livro. A elfa ruiva (e criação PURA do diretor) Tauriel e a participação do príncipe Legolas (começa a ficar claro que Orlando Bloon está para Peter Jackson, assim como Jhonny Depp está para Tim Burton) e as cenas de resgate dos anões protagonizadas pelo querido Hobbit, que ficaram muito melhores nos filmes!!!

Comparativo Livro-Filme: A inserção dos elfos Legolas e Tauriel talvez tenha se dado para trazer mais simpatia a causa elfica, que tinha sido bem ataca na primeira parte dessa trilogia, e também serve de esteio romântico. No filme Tauriel é a paixão de Legolas e também termina por despertar o amor em Killi (um anão), formou então um triângulo amoroso (inexistente e irrelevante ao enredo original) que desagrada a quem é fã e sabe que por mais que eles possam desenvolver simpatias mutuas um anão e um elfo jamais se apaixonariam, mas levanta o questionamento, oque resultaria dessa união entre raças? Alem das cenas de resgate protagonizadas por Bilbo mais uma vez contarem com bem mais ação que a contida nas páginas do livro. Mas mais uma vez a ambientação é excelente e a aparição de Sauron é magnifica! A trilha sonora consegue ser ainda melhor que no primeiro filme fato que julgava ser quase impossível, por tanto (apesar da agitação e escarnio dos puristas é um ótimo filme sim).

Pontos negativos: A inserção do elemento romântico ocorreu de maneira exagerada poderia ser mais facilmente compreendido se deixasse apenas o casal Tauriel e Legolas e não criar um triângulo com um anão em um dos vértices e pelo enredo fica meio claro qual vai ser o destino do dragão, que virou um Wyvern (acreditem essa besteira foi a adaptação que eu realmente odiei de todos os filmes ¬¬).

"O Hobbit, A Batalha dos Cinco Exércitos."

Eis que se chega a parte final dessa trilogia!! "Você me seguiria uma ultima vez?" Foi e ainda é emocionante escutar essa pergunta e responder mentalmente, ou não, "SIM!". Vamos ao que interessa!

Estava particularmente ansioso por esta parte da história, primeiramente pois, aqueles que acompanharam as páginas de Tolkien sabiam que restava pouquíssima coisa para MUITO filme, inclusive o próprio título "A Batalha dos Cinco Exércitos" nunca nem apareceu no livro! Ou seja, seria como se todos os espectadores fossem novos espectadores. Tendo isso em vista, sinceramente, não sei oque os puritanos queriam ou esperavam (pessoal, conseguir colocar a profundidade e a poesia existente nos diálogos, como o mestre Tolkien fez, é algo raríssimo que até mesmo os maiores estudiosos de sua obra tem muita dificuldade, logo, esperar algo desse porte durante TODO o filme é saber que vai se decepcionar). Em segundo lugar por se tratar do ultimo filme que o diretor PJ possui o direito de produzir e ao longo do tempo acredito que ele tenha recebido direito de contar parte dessa história como sendo de sua autoria (sua versão de um pedaço da história, coisa que já imaginava acontecer até pelos personagens que ele colocou).

Acredito que um ponto que merece todo destaque é a atuação do ator inglês Martin Freeman, Bilbo Bolseiro, que conseguiu captar e passar toda a essência de seu personagem, fica difícil acreditar que ele não tenha realmente grandes pés peludos e a maestria e sutileza com a qual PJ conseguiu unir TODAS as obras da Terra-Média, formando oque já vi chamarem de Hexalogia da Terra-Média.

Mais uma vez o filme conta com uma boa dose de cenas de ação e humor (uma tendencia cinematográfica presente nos filmes já ha algum tempo e que me agrada MUITO), Ouvi muita reclamação de uma cena em especifica, envolvendo o Legolas, com a justificativa "É mentira demais!!" cara... Na boa?! Ele é um ELFO! Só o fato dele existir é mentira demais! E tudo bem me empolgar e achar massa Legolas acerta o olho ou a fenda na região do pescoço da armadura de um orc a um quilômetro de distância, usar um escudo como prancha pra deslisar escada abaixo atirando flechas ou escalar um Olifante pelas setas encrustadas na fera e executá-la com um tiro a queima roupa,  mas pular umas pedrinhas ai já é exagerado!!! ¬¬ Leiam Silmarillion (acho que escrevi certo, nunca escrevo certo esse nome =/ ) e vejam oque os elfos fazem de aloprado realmente!

PJ conseguiu usar muito bem as adaptações que tinha colocado no enredo até o momento (isso se inclui os personagens, como Legolas, Tauriel e Azog, por exemplo), destaque máximo para a cena da luta do Conselho contra o Necromante (Finalmente foi possível ver Galadriel e Elrond lutando!) ficou simplesmente épico! E graças ao desenrolar da batalha dos cinco exércitos também é possível ver Thranduil não é só uma diva da floresta que cavalga em seu alce ao pôr do sol.


Versões estendidas e o caramba:

Como tudo que é produzido, nesse mundo capitalista em que vivemos, essa franquia também necessita de um retorno financeiro, acredito que para fins de enredo principal as versões regulares dão completa satisfação a isso, lembrando que em "O Hobbit" o desfecho que interessa é o do Bilbo após sua aventura e que foi ligada de maneira muito boa a sua continuação cronológica "O Senhor dos Anéis", que também se encerra de maneira ótima. Claro que algumas dúvidas continuam a pairar sobre a cabeça dos mais curiosos como "Quem foi coroado rei sub a montanha?!"; "Oque aconteceu com o tesouro dos trolls?!"; "Oque djabo aconteceu com Tauriel?!" e por ai vai... Algumas delas acredito serem respondidas nas versões estendidas e por isso elas existem (é sempre bom vender mais), aquelas que não foram respondidas sugiro que você crie seu próprio desfecho (talvez até você deva pública-los) e/ou leia as obras que vão alem de "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit" são com certeza obras-primas literárias e de uma qualidade sem comparação.


Espero que tenha gostado, aguardo o comentário e não se esqueça... Com gel e jeito não tem buraco estreito!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Gel Natalino

Fala galera!!!! Feliz Natal!!!! \o/ e é imbuído do espírito natalino, capirotista, que venho trazer hoje 20 placas de estabelecimentos que combinam bem com o nome do blog... Pra levar ótimos sorrisos aos seus rostos e alegrar mais o dia!!

1-Acho que nem preciso comentar essa né?!

2- Se pelo menos o " ~ " estivesse mais perceptível, eu que não me arrisco a comprar a ceia ai!

3- Uma concessionária honesta que assume oque faz com os clientes! kkkkkk

4- Ainda no ramo automobilístico...

5- Você pinta como eu pinto?

6- O pessoal que teve infância sacou essa...

7- Você já parou pra ler direito o nome dessa loja?

 8- Olha rapaz... Tá ai um club bom!

9- Para os fãs de "ET & Rodolfo"

"10- VSF verduras! Provavelmente o dono é um carnívoro"

11- Loja especializada é outro nível

12- Por que nunca veem outra coisa?

13- Danado é dizer em casa em que bar você ta...

14- Já tinha visto distribuidora de muita coisa, mas essa superou tudim!!!

15- Lins Bingo ou Bingo Lins?

16- Aquele momento que nem um bom programa público escapa! Cara mais PNC!!

17- É sério isso produção?!

18- Começo a achar que os caras tão querendo compensar ou autoafirmar-se...

19- Ai sim sabe oque é aquecer!!!

20- Nem o Gianecchini escapou!!!
É isso pessoal! desejo a todos um Feliz Natal! Que a pomba da paz adentre seus corpos e os inunde de alegria e satisfação! (kkkkkkkkk piada velha, mas acho legal!) E não esqueça... Com gel e jeito... Não tem buraco estreito!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Old, but Gold!!

The Legend of Zelda, Ocarina of Time
Esse jogo é um grande marco dessa franquia e talvez aquele preferido de cada 10 entre 10 pessoas que já o jogaram. O jogo foi lançado em 23 de dezembro de 1998 (há quase exatos 16 anos! Por incrível que pareça essa feliz coincidência, eu só descobri depois que comecei a pesquisar pra escrever ^^) e trata-se de um de um jogo de ação e aventura desenvolvido e publicado pela NINTENDO EAD para a plataforma de 64 bits, mais conhecida como, Nintendo 64, é também o quinto jogo dessa franquia, em ordem cronológica de lançamentos e não de enredo, e ganhou um remake em 2011 para a plataforma Nintendo 3DS.

Link, o protagonista que controlamos no jogo, ainda é uma criança quando se inicia sua jornada, uma criança que era na verdade descriminada pelos outros habitantes da floresta onde vive, Floresta Kokiri, por não possuir uma fada guia (posteriormente se descobre que Link na verdade não é um Kokiri e sim um Hylian, por isso ele não possuía uma fada). A jogabilidade desse game foi revolucionária e incrivelmente bem desenvolvida, através dele se atualizaram e desenvolveram sistemas de mira e a plena utilização do botão "z" no joystick (que influenciou fortemente jogos sucessores), são marcas desse jogo e exemplos de sua jogabilidade e foi o segundo jogo a conseguir utilizar o sistema de câmeras em 3D da maneira correta.


Através desse jogo somos apresentados a um imenso reino chamado Hyrule e dentro dele se passa a conhecer novas raças (como Zoras, Gorons e Gerudos, por exemplo), grandes personagens (como o vilão Ganon, a própria princesa Zelda, Saria e inúmeros outros personagens que em algum momento, mais cedo ou mais tarde, vão roubar um pouco de suor masculino de seus olhos), lugares fantásticos e encantadores e ainda um enredo que depende de suas ações, sim dependendo de suas ações você pode modifica levemente a história, não existe uma unica maneira linear de jogar, e lembrem-se estamos falando de 1998!!

Um dos primeiros jogos no qual ocorre uma forte passagem de tempo, uma vez que Link, ainda criança fica em uma dimensão paralela treinando e adquirindo conhecimento para poder salvar o mundo e só regressa a este quando está adulto, ou seja, ele abre mão de toda a sua vida em prol de todo o reino. Essa passagem fica ainda mais marcante pela mudança visual do jogo, enquanto criança a ambientação é mais iluminada e os monstros menos intimidadores, enquanto que, ao ficar adulto ocorre a inserção dos monstros da noite e locais que anteriormente eram cheios de vida e habitados agora encontram-se em ruínas.

É um jogo que meche com o jogador, você passa a sentir-se como parte ativa da história e a trilha sonora é fantástica, até hoje ainda coloco sua trilha sonora para estudar ou relaxar antes de dormir, ao jogar você realmente se sente dentro do jogo é algo incrível! Com as férias e o fim de ano chegando, aconselho tirar um tempo para desempoeirar o console e o controles ou baixar um emulador e a rom, pegar um joystick e jogar. É diversão de primeira qualidade. E não esqueçam... Com gel e jeito não tem buraco estreito!



sábado, 20 de dezembro de 2014

Avatar e suas lendas.

Pois é... Hoje não vai ser a postagem mais feliz, mas com certeza uma das mais satisfatórias!!! 
Chegou ao fim (pelo menos a parte que nos foi contada) de Avatar, fomos iniciados pela "Lenda de Aang", se fechar os olhos ainda consigo ouvir Katara dizendo: "Água, Terra, Fogo, Ar. Ha muito tempo as 4 nações viviam em paz e harmônia, até que a nação do fogo atacou. Apenas o Avatar (mestre dos 4 elementos) pode impedi-los, mas quando o mundo mais precisou ele desapareceu. 100 anos se passaram e meu irmão e eu encontramos o novo Avatar, um garoto dominador de ar chamado Aang, embora sua habilidade com o ar seja ótima ele ainda tem muito oque aprender antes de estar pronto para salvar o mundo. Mas eu acredito no Aang!" (adaptação livre da abertura de Avatar, o Ultimo dobrador de ar.). Uma obra que para ser plenamente apreciada se faz necessário, antes de mais nada, acabar com o estupido esteriótipo de que, se é animado é algo exclusivamente infantil! Afinal de contas desde o começo Avatar aborda temas como espiritualidade, mazelas de guerra, politica, poder, corrupção e vários outros temas nada infantis.

Graças as mentes brilhantes Bryan Konetzko e Mike DiMartino (Co-criado, Produtor Executivo e Diretor de Arte; Co-criador e Produtor Executivo; Respectivamente), acompanhamos uma jornada que teve uma duração de 9 anos começando com "Avatar: A Lenda de Aang" nos apresentando personagens cativantes com histórias e desenvolvimentos tocantes, um enredo extremamente bem trabalhado, assim como uma aproximação gigantesca com a cultura e filosofia oriental.

Uma história que narra a tentativa de um grupo de jovens que deve assumir a responsabilidade de trazer paz e manter o mundo em equilíbrio. Mundo este onde algumas pessoas possuem a capacidade sobrenatural de dominar (ou também chamado "dobrar") 4 elementos, terra, fogo, água e ar, e que recentemente entrou em guerra.

Em alguns casos quebrando tabus e lidando com questões extremamente complexas de maneira tão sutil e sublime que, apesar de talvez mudar para sempre a maneira como obras infantis podem ser produzidas, nem se quer agride ou ofende até mesmo o mais puritano e conservador dos seres. Ou vai dizer que você nunca percebeu, por exemplo, a força dos personagens femininos dessa obra? Katara (única dobradora de água de todo o Polo Sul, que teve sua mãe assassinada, o pai abandonou o lar para lutar na guerra e nunca mais deu sinal de vida, se tornou responsável pelo seu irmão e sua avó e posteriormente teve que ganhar o mundo para melhorar como pessoa, dobradora e tentar curar o mundo), Toph (Herdeira de uma abastada e influente família do Reino da Terra, porem cega, mas que mesmo assim se torna a mais poderosa dobradora de terra já existente, a primeira dobradora de metal e a mestra mais jovem que um Avatar já teve), Azula (filha do Senhor do Fogo Ozai, consegue utilizar uma das dobras de fogo mais refinadas e mortais que existe, o fogo azul, e ainda conseguiu dominar a dobra de raio, tornando-se também Senhora do Fogo) e Suki (Líder de um grupo de guerreiras que foram criadas por uma das avatares antepassadas,Kyoshi, demonstra que um leque é bem mais que um simples adereço ou acessório) são apenas alguns exemplos da força que possui a presença feminina.

A mistura de elementos modernos e rudimentares alinhados com uma trilha sonora contagiante e a presença constante da espiritualidade foram, com certeza fatores decisivos para o avassalador sucesso da história sobre o garoto com uma seta na cabeça.
Sucesso este que trouxe respaldo para uma continuação e novas, porem arriscadas, maravilhas. A continuação é intitulada "Avatar: A Lenda de Korra." e narra os fatos ocorridos com a Avatar sucessora de Aang, Korra, mais uma vez somos apresentados a personagens fantásticos, Bolin é sem dúvida (para mim) o melhor personagem já feito por eles, e todos possuem um desenvolvimento sem igual, bem como a desfechos e falhas que alguns dos antigos heróis tiveram.
Apesar de não ser ambientada em nosso mundo é inegável a influencia étnica oriental existente sobre a obra e dessa vez temos uma heroína que foge do esteriótipo caucasiano, delicada e gentil. Apesar de não existir uma definição para sua cor (inclusive em NENHUM momento da obra a cor da pele de ninguém é se quer comentada como sendo algo minimamente relevante) ela não é nenhum floco de neve e também é uma mulher forte, corajosa e impetuosa, se Você acha que ela é a única, esta enganado! A animação esta repleta de mulheres assim, algumas inclusive são mães e avós (a quebra de tabus continua).

Por trazer esses elementos e apresentar no fim de sua primeira temporada a morte do principal vilão daquele momento, Amon, (sim, aqui o vilão também morre as vezes) os produtores enfrentaram sérias resistências por parte da emissora que aliados ao vazamento de episódios fez com que o seu horário de exibição fosse alterado e posteriormente as ultimas duas temporadas "fossem ao ar" apenas online, a parte boa é que a internet trata-se de um ambiente mais livre e os autores poderiam inovar ainda mais.


Política e religião nunca são assuntos fáceis de serem tratados, principalmente em programas infanto-juvenis, mas A Lenda de Korra nunca se acanhou diante de paradigmas modernos e, se usando de alegorias, aproximou a discussão sobre armas de destruição em massa, transtorno de estresse pós-traumático, totalitarismo, imperialismo e muito mais, sem contar que a espiritualidade, marca extremamente presente na obra, em momento algum se prende a religiosidade ou cultismo, Korra não força ninguém a religião alguma, mas sim tende a demonstrar a importância do equilíbrio e da consciência.

O desfecho dessa obra quebrou mais alguns paradigmas arraigados em nossa cultura e pode vir a levantar grandes discussões. Enfim, Vale a pena assistir a cada segundo dessa incrível obra, que deve ser protegida e guardada para as gerações futuras.


Que Raava nos dê forças e;
Com dobra de gel e jeito não tem buraco estreito!