Agora começou o “mimimi” por causa das fotos coloridas nas redes sociais...
Uma CELEBRAÇÃO(!) – NÃO É UM PROTESTO, UMA LUTA OU ALGO DO GÊNERO, É UMA
CELEBRAÇÃO! Ficou Claro?- em homenagem a conquista pelo direito da população de
uma das maiores potencias mundiais, se não ainda a maior, os EUA, em conceber a
união homoafetiva em todo o seu território. Gostaria de começar dizendo que no
dia em que minha masculinidade for afetada de alguma maneira pelas cores
presentes em uma foto minha é pq essa mesma masculinidade não é tão forte
assim.
Tendo dito isso, ressalvo que aqueles que me conhecem, de
longa data, sabem que nunca tive o menor problema com esse tipo de coisa, muito
pelo contrário, meu fichário no 3° ano do ensino médio (por exemplo) era rosa e
tinha “As Meninas Super Poderosas” como estampas. Esse fator nunca me impediu
de ficar com alguma mulher por quem tenha me interessado ou me fez desejar, de
alguma maneira, um de meus amigos. É ainda mais interessante ver que muitos
dos, agora, comediantes tiveram práticas, no mínimo, semelhantes na época...
Os meus pais e os pais dos meus amigos presenciaram algumas
coisas que eu realmente gostaria de ter visto... As cores vibrantes da década
de 80, quando nas ruas você poderia encontrar carros de TODAS as cores! Desde o
mais berrante vermelho, até o mais fúnebre preto, passando por inúmeros tons de
azul, verde... Amarelo (quem ouviu Mamonas Assassinas e não quis uma Brasilia
amarela que atire a primeira pedra!). Sem falar nas casas e vilas que também
possuíam uma verdadeira aquarela em sua formação. Na década de 90 as empresas
de telefonia móvel se empenhavam ao máximo para oferecer aparelhos dos mais
variados modelos, cores e, até mesmo, temas para os seus clientes. Fatores que
contribuíam na busca pela INDIVIDUALIDADE de cada ser, sim... Cada um de nós é
único! E dotado de características únicas. Até mesmo gêmeos idênticos (o mais
próximo que possuímos de uma padronização) tem suas diferenças e peculiaridades
entre si.
Hoje o mundo passa por um processo, que eu chamo, de descoloração.
As casas são cada vez mais brancas, pasteis ou cinzas (o concreto não é algo que
deve ser coberto, pelo visto); os celulares são cada vez mais idênticos (para
onde foi a diversão em “abrir” um celular de modelo flip? Ou a sensação do tato
em digitar nas teclas? Ou ainda mudar a sua carcaça do aparelho a cada semana
por uma cor nova) e os carros? Ah! Os carros... Cada vez mais brancos, pretos,
cinzas e um vermelho escuro perdido em meio ao mar monocromático... A impressão
que passa é a de que as coisas se encaminham ao pesar e não a celebração da
vida, uma contradição já que o mundo esta produzindo com mais facilidade
artistas fenomenais e cores variadas que procuram respeitar e integrar o meio
ambiente, o grafite esta deixando de ser marginalizado, aos poucos é bem
verdade, mas esta acontecendo e as ferramentas utilizadas sempre em evolução.
Sinceramente, às vezes tenho medo do cinza, pois dele vem à
apatia e a tristeza e dele a distancia até o pesar é muito menor.
Essa conquista, anteriormente citada, foi apenas um passo de
uma longa batalha que também era há muito travada, agora já é hora de levantar,
sacudir a poeira, dar a volta por cima e partir para uma próxima luta. Se você
acha que alguma outra causa é relevante, ÓTIMO!, mobilize pessoas em favor dela,
faça pela sua causa sem esperar que outras pessoas a integrem (pois ela é
especial pra vc, lute por ela!), mas não venha achar ruim outras pessoas
comemorarem uma conquista... Desse modo a única coisa que se consegue é parecer
com aquele vizinho chato que não foi convidado pra festa e ao invés de aparecer
na casa ao lado com uma caixinha de cerveja perguntando “eu posso participar
também?” vai ligar para a policia as 18h da tarde pra reclamar do barulho...
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