domingo, 28 de junho de 2015

Por falar em cores...

Agora começou o “mimimi” por causa das fotos coloridas nas redes sociais... Uma CELEBRAÇÃO(!) – NÃO É UM PROTESTO, UMA LUTA OU ALGO DO GÊNERO, É UMA CELEBRAÇÃO! Ficou Claro?- em homenagem a conquista pelo direito da população de uma das maiores potencias mundiais, se não ainda a maior, os EUA, em conceber a união homoafetiva em todo o seu território. Gostaria de começar dizendo que no dia em que minha masculinidade for afetada de alguma maneira pelas cores presentes em uma foto minha é pq essa mesma masculinidade não é tão forte assim.
Tendo dito isso, ressalvo que aqueles que me conhecem, de longa data, sabem que nunca tive o menor problema com esse tipo de coisa, muito pelo contrário, meu fichário no 3° ano do ensino médio (por exemplo) era rosa e tinha “As Meninas Super Poderosas” como estampas. Esse fator nunca me impediu de ficar com alguma mulher por quem tenha me interessado ou me fez desejar, de alguma maneira, um de meus amigos. É ainda mais interessante ver que muitos dos, agora, comediantes tiveram práticas, no mínimo, semelhantes na época...
Os meus pais e os pais dos meus amigos presenciaram algumas coisas que eu realmente gostaria de ter visto... As cores vibrantes da década de 80, quando nas ruas você poderia encontrar carros de TODAS as cores! Desde o mais berrante vermelho, até o mais fúnebre preto, passando por inúmeros tons de azul, verde... Amarelo (quem ouviu Mamonas Assassinas e não quis uma Brasilia amarela que atire a primeira pedra!). Sem falar nas casas e vilas que também possuíam uma verdadeira aquarela em sua formação. Na década de 90 as empresas de telefonia móvel se empenhavam ao máximo para oferecer aparelhos dos mais variados modelos, cores e, até mesmo, temas para os seus clientes. Fatores que contribuíam na busca pela INDIVIDUALIDADE de cada ser, sim... Cada um de nós é único! E dotado de características únicas. Até mesmo gêmeos idênticos (o mais próximo que possuímos de uma padronização) tem suas diferenças e peculiaridades entre si.
Hoje o mundo passa por um processo, que eu chamo, de descoloração. As casas são cada vez mais brancas, pasteis ou cinzas (o concreto não é algo que deve ser coberto, pelo visto); os celulares são cada vez mais idênticos (para onde foi a diversão em “abrir” um celular de modelo flip? Ou a sensação do tato em digitar nas teclas? Ou ainda mudar a sua carcaça do aparelho a cada semana por uma cor nova) e os carros? Ah! Os carros... Cada vez mais brancos, pretos, cinzas e um vermelho escuro perdido em meio ao mar monocromático... A impressão que passa é a de que as coisas se encaminham ao pesar e não a celebração da vida, uma contradição já que o mundo esta produzindo com mais facilidade artistas fenomenais e cores variadas que procuram respeitar e integrar o meio ambiente, o grafite esta deixando de ser marginalizado, aos poucos é bem verdade, mas esta acontecendo e as ferramentas utilizadas sempre em evolução.
Sinceramente, às vezes tenho medo do cinza, pois dele vem à apatia e a tristeza e dele a distancia até o pesar é muito menor.

Essa conquista, anteriormente citada, foi apenas um passo de uma longa batalha que também era há muito travada, agora já é hora de levantar, sacudir a poeira, dar a volta por cima e partir para uma próxima luta. Se você acha que alguma outra causa é relevante, ÓTIMO!, mobilize pessoas em favor dela, faça pela sua causa sem esperar que outras pessoas a integrem (pois ela é especial pra vc, lute por ela!), mas não venha achar ruim outras pessoas comemorarem uma conquista... Desse modo a única coisa que se consegue é parecer com aquele vizinho chato que não foi convidado pra festa e ao invés de aparecer na casa ao lado com uma caixinha de cerveja perguntando “eu posso participar também?” vai ligar para a policia as 18h da tarde pra reclamar do barulho...

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