sábado, 27 de junho de 2015

Procurando o jeito...

Fala meu povo!!! Estou de férias! E, como de costume, volto a escrever por aqui no meu tempo livre! Sentiram saudades? A minha vida anda uma loucura com coisas de casa, faculdade e a busca, ainda mais incessante, por um estágio. Tinha feito uma promessa interna de que não entraria ou comentaria alguns temas polêmicos, mas não teve jeito e... Como de costume quando faço algo que pode vir a chocar, te levar a pensar, refletir, ou, até mesmo, possivelmente ofender.... Vamos aos avisos iniciais, para partir para oque realmente importa...

AVISO:
O conteúdo a seguir trata-se de minha concepção sobre fatos ocorridos, não peço que concordes com oque digo, mas também quero que respeites aquilo que falo, por tanto... Se você possui fortes e arcaicos valores, ou não costuma se colocar no lugar dos outros ao seu redor, te peço que pares a leitura por aqui mesmo (me desculpem caso eu utilize algum termo referente ao população LGBT de maneira errônea, confesso minha ignorancia sobre tais, por não fazer parte dessa comunidade).

Outro dia estava almoçando com minha mãe quando passou uma reportagem, no jornal televisivo, sobre um protesto realizado pelos senadores da bancada evangélica (presente em nosso estado, teoricamente laico) onde eles decidiram paralisar suas atividades durante uma de suas sessões para externar a sua indignação sobre o fato da travesti "crucificada" durante a parada gay de SP... Dai comentei com minha mãe que a travesti estava recebendo até ameaças de morte e a resposta da minha mãe caiu como um tijolo em minha cabeça. A resposta foi: "É, mas ela procurou..." (guardem essas palavras, elas aparecerão bastante por aqui)... Há um tempo atrás um famoso jornal de charges (imagens que buscam retratar algo de maneira CÔMICA) francês, mais conhecido como Charlie, virou noticia pelos atentados que extremistas islâmicos realizaram contra a sede do jornal. Atentado este motivado pelo fato do Charlie ter feito charges do profeta Maomé, ocorreu uma comoção global em favor das vitimas e do próprio jornal e tudo mais... Oque me chocou foi um grande número de pessoas que ficou contrário as pessoas que haviam se tornado solidárias as vítimas do Charlie (vitimas que eram pessoas trabalhadoras, membros de famílias, talvez, até mesmo, arrimos delas)... Com a seguinte ideia de que: "Eles procuraram... Pois mexeram com a fé alheia." E pasmem! Muitas das pessoas que foram nessa ideia de "Eu não sou Charlie" foram algumas das pessoas que eu considerava serem mais estudiosas e pensadoras que eu conhecia, percebi, ainda, que muitas dessas pessoas pensavam como minha mãe no caso da travesti, também. Por que pasmar, se assustar? Você deve estar se perguntando... É engraçado que se uma mulher é estuprada e o estuprador justifica com "Ela procurou... Estava usando roupa curta", Ou algo do tipo, essa justificativa, HOJE EM DIA, é tida como desculpa esfarrapada pra se cometer tal atrocidade e continua tornando o ato algo execrável, então... Pq essa mesma justifica se torna algo plenamente aceitável nos casos de cometimento dessas outras atrocidades? Sim, são atrocidades! São seres humanos tentando tirar a vida, ou no mínimo com a intenção de fazer isso, de outros seres humanos, pelo simples fato de possuírem ideias e ideais contrários... Após eu conversar com minha mãe ela percebeu que o meu ponto de vista era algo realmente válido, mas ainda me disse a seguinte ressalva: "Eu tenho muito medo, meu filho, quando você fala essas coisas dessa maneira, se alguém de mente mais fechada escutar, é capaz de te causar muito mal." (parando pra refletir, ela esta correta em seu temor). Não me entendam errado, você tem todo o direito de se sentir ofendido, mas faça isso com algo que REALMENTE te ofenda e não por causa de uma histeria coletiva... A crucificação não foi uma pena exclusiva para Jesus não, na verdade ela era bem comum na época e só no dia que Jesus foi crucificado com ele tinham mais dois (que estavam vivos) e que foram citados nas escrituras. E por que apenas a travesti é blasfêmia?! Se o fato de alguém utilizar a crucificação te ofende, então abra um projeto de lei para que sejam proibidas TODA E QUAL QUER menção ou representação ao ato de crucificação (tendo em vista que fazendo isso, vai parecer que crucificação é algo tão bacana que apenas o filho de Deus mereceu!!). Cade essa mesma indignação com a industria de filmes adultos, que já se utilizaram das temáticas religiosas mais diversas?!
Em todos os dois casos que enfoquei se trata da defesa de um ser Onipotente (todo e absolutamente poderoso), Onipresente (testemunha de tudo que acontece) e Onisciente (sabe de tudo), por seres imperfeitos, egoístas e facilmente corruptíveis (nós, seres humanos). Se eu fosse Deus ficaria com muita raiva de quem achasse que eu preciso ser defendido, pois isso, no mínimo, mostraria que eu não sou nada daquilo que foi pregado, na verdade eu seria algo impotente (pois não teria poder nem para me defender, de uma piada, que ALGUÉM considerou uma infâmia. Considero -pessoalmente- a capacidade de rir de si mesmo o mais alto nível de maturidade e sabedoria. E acredito, piamente, que o todo poderoso tem essa capacidade) e/ou inconsciente (não saberia oque esta, de fato, acontecendo)... Acredito que o papel, enquanto fiel, deveria ser dar gargalhadas e comentar algo do tipo: "Quando chegar a hora de você se acertar com o todo poderoso, estas fodido!"... Na boa... Quem já leu a Bíblia ou o Corão sabe o quanto Deus é criativo e destrutivo quando realmente esta com raiva. A cólera divina é algo de proporções cataclísmicas, por que raios alguém, enquanto fiel, acredita que pode defende-lo melhor?!

Esse mês um homem invadiu uma IGREJA(!!!) Nos EUA, Com o objetivo de MATAR UM PASTOR, por ele ser NEGRO... Esse homem matou, nessa mesma investida, outros 3 pastores e alguns fiéis e falou abertamente que "queria começar uma guerra racial, pois essa era a vontade divina" (tirem suas próprias conclusões, talvez o pastor tenha procurado isso por ter nascido negro...) E, no brasil, uma menina, sim uma CRIANÇA, foi apedrejada em plena escola, por que durante o fds alguns dos seus colegas souberam que ela havia praticado a sua religião (o candomblé). Entendo que são casos de pessoas radicais e que nem todos os praticantes da religião evangélica são assim, mas esses são os que se destacam.


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